7 de set de 2011

"O MORRO DOS VENTOS UIVANTES" - Edição Bilíngue


Autora: Emily Brontë
Preço de Capa: R$ 25,00
Páginas: 304



A EDITORA LANDMARK APRESENTA MAIS UM DOS GRANDES CLÁSSICOS DA 
LITERATURA, EM NOVA E INÉDITA TRADUÇÃO PARA A LÍNGUA PORTUGUESA, EM 
EDIÇÃO BILÍNGUE, RESGATANDO TODA A PROFUNDIDADE E MAESTRIA DO 
ROMANCE O MORRO DOS VENTOS UIVANTES, DE EMILY BRONTË.  





O MORRO DOS VENTOS UIVANTES foi publicado em 1847 através do pseudônimo Ellis Bell. Hoje 
considerado um dos grandes clássicos da literatura universal, caracteriza-se como uma grande história 
de amor amaldiçoado e de vingança, e visto como a mais intensa história de amor já escrita na língua 
inglesa, tendo recebido fortes críticas quando de sua publicação no século 19.  

Um ano antes de seu lançamento, as três irmãs Brontë - Charlotte, Emily e Anne - haviam publicado uma 
coletânea de poemas sob o nome de “Currer, Ellis e Acton Bell”. Nos círculos literários ingleses era 
crença generalizada que as “Irmãs Brontë” e os “Irmãos Bell” fossem as mesmas pessoas. No entanto, 
o simples crédito deu margem a controvérsias: qual das irmãs Brontë seria qual dos irmãos “Bell? 
Correntes de críticos afirmavam que os três pseudônimos pertenciam na realidade à Charlotte Brontë; 
outros sugeriam que os demais pseudônimos “Bell” não se relacionavam com nenhuma das irmãs, e se 
referiam a seu Irmão, Branwell. Críticos da época reagiram com indiferença a “O MORRO DOS VENTOS 
UIVANTES”, comparando-a desfavoravelmente com “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë, enquanto outros 
achavam o livro excessivamente mórbido e violento. Finalmente, a reavaliação crítica gradual 
encabeçada pela própria Charlotte resultou no reconhecimento do gênio de Emily e na aceitação de «O 
MORRO DOS VENTOS UIVANTES» como uma obra-prima singular, representando um distanciamento 
radical da tradição vitoriana de romance, uma vez que - é fortemente influenciado pelo estilo de lorde
Byron e Percy Shelley, em suas poesias, e pelo ar gótico e rebuscado de Horace Walpole (autor do 
primeiro romance gótico “O Castelo de Otranto”) e por Mary Shelley (autora de “Frankenstein” e “O 
Último Homem”).  

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES possui características ímpares diante de seus contemporâneos: 
enquanto outros se baseavam em ações complexas, geralmente tortuosas, sua estrutura dramática é 
resultado do choque de vontades, através de uma rica mistura de romantismo e realismo, 
transbordando de paixão, turbulência e misticismo. 

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES já foi adaptado mais de vinte vezes para o cinema, rádio e televisão. 
A versão de William Wyler de 1939, estrelada por Merle Oberon como Cathy e Laurence Olivier como 
Heathcliff, é considerado um dos grandes clássicos do cinema até os dias de hoje, indicado para sete 
categorias da mais importante premiação do cinema e vencedora do prêmio por sua fotografia; as 
versões mais recentes são as de 1992, estrelada por Juliette Binoche e Ralph Fiennes, e a de 2011, 
estrelada por Kaya Scodelario e James Howson.  


EMILY BRONTË (1818- 1848) escritora inglesa, integrante de uma família de escritores muito unida. As quatro irmãs criaram um mundo rico de imaginação e fantasia, o que funcionava como um escape ao tédio puritano da 
religião e proporcionava um alívio à rigorosa pobreza da vida no campo. Assim, inventaram um universo barroco 
repleto de reinos encantados e românticos, explorando seus personagens imaginários numa imensa coleção de 
diários, peças, poemas e histórias. Quando se cansaram de suas próprias criações, os irmãos se deliciaram com 
novas descobertas feitas na formidável biblioteca de seu pai. Emily, parecia destinada a ficar em casa para sempre: 
diversas passagens por outros colégios internos fracassaram logo no início, pois ela não suportava a saudade de 
casa e definhava. Em 1842, no entanto, Emily e Charlotte foram estudar línguas na Bélgica. Na volta, um ano mais 
tarde, ambas abriram uma escola na casa paroquial,  mas nenhum aluno se matriculou. Em 1845, Charlotte 
descobriu casualmente poemas escondidos de Emily e percebeu imediatamente que o trabalho de sua irmã possuía 
“uma música especial – selvagem, melancólica e elevada”. Por insistência de Charlotte, as três irmãs compilaram 
uma seleção de poemas, publicada em 1846 sob pseudônimo. Apesar das vendas desencorajadoras, Emily e Anne 
entusiasmaram-se com a publicação conjunta, e cada  uma começou a escrever romances. O primeiro foi "JANE 
EYRE", de Charlotte, em outubro de 1847, seguido por "O MORRO DOS VENTOS UIVANTES", de Emily, dois meses 
depois, e "AGNES GREY", de Anne. Mas o fim dessa família notável aconteceu rapidamente. Emily morreu de 
tuberculose em novembro de 1848, seguida por Anne, em julho do ano seguinte. Charlotte, que lutou com sucesso 
pelo reconhecimento póstumo dos trabalhos das irmãs, morreu em 1855.


Postado por Canto para Fantasia às 11:39

1 comentários:

Igor Gouveia disse...

Já li o livro, mas em outra edição! Parece ser bem legal essa :}

Igor Gouveia
http://25conto.blogspot.com/

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